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Radar: o Procon-SP quer saber o que faz você comprar na Black Friday

Pesquisa do Procon-SP sobre ofertas, gás feito com o lixo de mais de 26 cidades, enzimas que podem reciclar colchão e tênis e aço de navio virando prédio.

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Quatro notícias que passaram pelo nosso radar: duas do Brasil e duas de fora. Cada uma com o que ela muda (ou ainda não muda) para você.

Black Friday: o Procon-SP quer saber o que faz você comprar

O Procon-SP divulgou na segunda-feira (12) uma consulta online chamada "De Olho na Black Friday". A ideia é entender como o consumidor reage a preços e promoções nessa época do ano.

As perguntas falam de frases que apressam a compra, como "só hoje" e "últimas unidades", do peso da opinião de outras pessoas, do parcelamento sem juros e das situações que levam a comprar por impulso. A consulta fica no site do Procon-SP até 10 de novembro, e as respostas vão servir de base para pesquisas, campanhas e ações educativas.

O que isso muda para você: é uma chance de contar ao órgão de defesa do consumidor o que pesa no seu bolso. E fica a dica para a Black Friday: anote desde já o preço do que você pretende comprar. Assim, no dia, fica mais fácil saber se o desconto é de verdade.

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O lixo de mais de 26 cidades virou gás no interior de SP

Por dia, chegam ao aterro da Orizon em Paulínia (SP) perto de 4,5 mil toneladas de lixo, recolhido em mais de 26 municípios da região. Desde março, todo o gás que sai desse lixo vai para a usina da OneBio, parceria da Edge (do grupo Compass) com a Orizon, que limpa esse gás e o transforma em biometano, injetado na rede de distribuição.

A usina tem capacidade para produzir até 225 mil metros cúbicos por dia. Segundo a Edge, isso equivale a mais de 1,5% do consumo de gás natural do estado de São Paulo. O investimento foi de R$ 450 milhões, financiados pelo BNDES. O caso foi contado pelo jornal Valor Econômico em 9 de outubro e republicado pela Abrema, associação do setor de resíduos, nesta segunda (12).

O que isso muda para você: o lixo que vai para o aterro sanitário também pode ter valor. Segundo a Abrema, o Brasil gera 81 milhões de toneladas de resíduos urbanos por ano, e 58,5% vão para aterros sanitários. Mesmo assim, o melhor que dá para fazer em casa continua sendo separar o reciclável para a coleta seletiva.

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Enzimas podem ajudar a reciclar colchão e tênis

Pesquisadores da Universidade de Greifswald, na Alemanha, publicaram na revista científica Nature Chemical Biology um artigo sobre enzimas capazes de quebrar o poliuretano, plástico presente em colchões, isolantes e tênis, e as poliamidas, família do náilon. A ideia é desmontar o plástico em suas peças básicas para fazer material novo.

Com o PET, da garrafa de refrigerante, esse caminho já funciona relativamente bem. Com o poliuretano, o caminho ainda não chegou à indústria. Em outro artigo, na revista Nature, o grupo de Greifswald e pesquisadores de outros países pedem cautela com anúncios de micróbios que "comeriam" plásticos como o polietileno e o PVC: com frequência, esses estudos usaram plástico mal identificado ou interpretaram mal os resultados.

O que isso muda para você: por enquanto, nada na sua casa. É pesquisa, sem data para virar indústria. Se aparecer no seu WhatsApp que uma bactéria vai acabar com o lixo plástico, desconfie: os próprios cientistas pedem calma.

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A Enova, empresa estatal norueguesa, aprovou até 244 milhões de coroas norueguesas para duas empresas, Nordic Circles e Alsaker Stål, montarem uma linha que recupera, limpa, confere a qualidade e recertifica o aço de navios desmontados para usar em construções. O apoio depende de o projeto sair do papel. O anúncio é de 7 de outubro e foi noticiado nesta terça (13) pelo site especializado SteelOrbis.

Segundo a Enova, cerca de 10 milhões de toneladas de aço de navios europeus são desmontadas todo ano, a maior parte na Ásia. Um prédio de escritórios de oito andares em Bergen está entre os projetos piloto que usaram esse aço. Segundo o anúncio, o aço responde por até 25% das emissões da construção de prédios, e reaproveitá-lo pode eliminar quase toda essa parte.

O que isso muda para você: a lógica é a mesma de consertar em vez de trocar. Quanto menos uma peça precisa ser derretida e feita de novo, menos energia se gasta. Vale para viga de prédio e vale para a cadeira que só precisa de um parafuso.

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Corrigido em 15 de outubro de 2026: a data do anúncio da Enova é 7 de outubro (não 6); ajustamos frases sobre a repercussão do anúncio norueguês e sobre os estudos de micróbios para ficarem fiéis às fontes.

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Fontes

Apuração: Redação Patanatu. Informações conferidas em 13 de outubro de 2026.

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