Radar: em Caxias do Sul, 4 quilos de reciclável valem 1 quilo de comida
A troca de recicláveis por alimentos em Caxias do Sul, um drive-thru de lixo eletrônico em Resende, o Dia Internacional do Conserto e uma cidade americana que passou a receber resto de comida para virar adubo.
Quatro notícias do nosso radar: duas do Brasil e duas de fora. Em comum, o que dá para fazer com o que sobra em casa, do papelão ao resto de comida.
Em Caxias do Sul, 4 quilos de reciclável valem 1 quilo de comida
Em Caxias do Sul (RS), o programa Troca Solidária passou de 1.011 toneladas de recicláveis recebidas desde o começo do ano. Em troca, foram entregues 252 toneladas de frutas, verduras e legumes, que chegaram a mais de 34 mil pessoas, segundo a Rádio Solaris. Só em outubro, até sexta (16), foram 46 toneladas de recicláveis e 11 toneladas de alimentos, para 1.506 pessoas.
A regra é simples: a cada 4 quilos de recicláveis entregues, a pessoa leva 1 quilo de hortifrúti da estação, com limite de 15 quilos por pessoa. Para o sábado (17), estava marcada a terceira troca do mês, em 12 pontos espalhados por bairros e loteamentos. O programa é feito pela Codeca com as secretarias municipais da Agricultura e da Assistência Social.
O que isso muda para você: a troca mostra que o reciclável separado tem valor. Se você mora em Caxias, vale conferir o calendário dos próximos pontos. Em outras cidades, pergunte à prefeitura se existe troca parecida, como já mostramos no Espírito Santo, onde garrafa PET virou pão. E vale entregar o material limpo e seco, o que facilita a reciclagem.
Em Resende, um drive-thru para o lixo eletrônico
Em Resende (RJ), quatro clubes ligados ao Rotary marcaram para o sábado (17) a campanha Destino Certo, das 9h às 15h, no Parque das Águas, no Jardim Jalisco. O atendimento era em sistema drive-thru, para quem chega de carro.
A lista de itens aceitos vai além dos eletrônicos sem uso: lacres de latinhas, tampinhas de garrafa PET, pilhas, baterias, banners de lona, óleo de cozinha usado e brinquedos em bom estado. A campanha tem apoio da prefeitura, e a arrecadação vai a entidades como a Frente Nacional de Combate ao Câncer e a Casa da Amizade de Resende. O balanço do que foi recolhido ainda não foi divulgado.
O que isso muda para você: pilha, bateria e óleo usado não devem ir para o lixo comum, e campanhas assim juntam tudo num lugar só. Vale guardar esses itens numa caixa e ficar de olho em mutirões de clubes, escolas e prefeituras da sua cidade.
Em Charleston, mais de 60 objetos foram consertados num só dia
O sábado (17) foi o Dia Internacional do Conserto, que chegou à 10ª edição. Em Charleston, nos Estados Unidos, o primeiro Repair Café da cidade, encontro em que voluntários consertam de graça objetos trazidos pelos moradores, arrumou mais de 60 itens, segundo a emissora Live 5. Apareceram pequenos eletrodomésticos, luminárias, roupas, bicicletas, brinquedos e móveis. Um ventilador, por exemplo, voltou a funcionar em 10 minutos.
O encontro foi feito com a biblioteca pública do condado e deve se repetir a cada dois meses. O movimento dos Repair Cafés começou em Amsterdã, na Holanda, em 2009, e chegou a 4 mil locais no mundo em 2026, segundo os organizadores.
O que isso muda para você: antes de jogar fora um aparelho que parou, vale tentar o conserto. Às vezes o defeito é simples. No Radar de 17 de outubro mostramos que, na França, 80% dos participantes da edição de 2025 das jornadas de conserto descobriram que consertar custava menos do que imaginavam. Pergunte em oficinas do bairro e em grupos de vizinhos se há alguém que faz esse trabalho.
Nos EUA, uma cidade passou a receber resto de comida para virar adubo
Em Staunton, no estado americano da Virgínia, um teste de entrega voluntária de restos de comida deu certo e virou serviço da prefeitura. No período de teste, os moradores levaram 880 libras, cerca de 400 quilos, de resto de comida ao centro de reciclagem. Agora a cidade assumiu as quatro composteiras do local, que ficam abertas sempre que o centro funciona. No segundo mês do teste, já com as quatro caixas, foram mais de 2 mil libras, cerca de 900 quilos, segundo a prefeitura, ouvida pela emissora WHSV.
A regra é aceitar quase tudo que é comida: cascas de frutas e legumes, casca de ovo, borra de café, ossos, carne e laticínios. O material vai para uma empresa que faz a compostagem. Um representante da prefeitura explicou que a cidade paga por tonelada levada ao aterro, então cada quilo a menos no aterro ajuda a cobrir o custo da compostagem.
O que isso muda para você: resto de comida pesa no lixo de casa, e no aterro ele custa dinheiro para a cidade. Quem tem quintal ou varanda pode fazer compostagem com um balde ou uma composteira doméstica. Quem não tem pode procurar pontos de entrega de orgânicos, que algumas prefeituras já oferecem.
Este Radar reúne notícias de 16 a 18 de outubro e foi publicado em 20 de outubro de 2026.
Conhece alguém que precisa ler isso?
Fontes
- Rádio Solaris: Troca Solidária arrecada mais de mil toneladas de resíduos seletivos em 2026 (16/10/2026)
- Folha do Aço: Resende realiza campanha de descarte de eletrônicos e arrecadação de materiais recicláveis neste sábado (16/10/2026)
- Resende News: campanha de descarte de eletrônicos e recicláveis (outubro de 2026)
- Live 5 News: Repair Cafe holds first Charleston event (17/10/2026)
- Holy City Sinner: Repair Café Charleston to launch Oct. 17 on 10th International Repair Day (15/10/2026)
- WHSV: Staunton food waste compost program expands after successful pilot period (16/10/2026)
Apuração: Redação Patanatu. Informações conferidas em 20 de outubro de 2026.
Viu um erro? Avise a gente pelo Instagram ou pelo Facebook. Correções são feitas no próprio texto.
Radar anteriorRadar: no Espírito Santo, garrafa PET vira pão neste sábado
